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Análise de mercado

Preços da habitação em Portugal atingem novo recorde no início de 2026

Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam uma aceleração na valorização imobiliária no primeiro trimestre do ano, com o valor mediano a atingir um novo máximo histórico, contrastando com uma diminuição no volume de transações.

Preços da habitação em Portugal atingem novo recorde no início de 2026

O mercado imobiliário português continuou a sua trajetória de valorização acentuada no primeiro trimestre de 2026, com o preço mediano dos alojamentos familiares a alcançar um novo máximo histórico de 2.337 euros por metro quadrado (€/m²). Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor representa um crescimento de 19,8% em comparação com o mesmo período de 2025. [2, 13, 17] A subida demonstra uma aceleração do ritmo de crescimento, que tinha sido de 17,5% no trimestre anterior. [2, 17]

Menos vendas, mas valores mais elevados

Apesar da subida expressiva dos preços, o número de transações diminuiu. Entre janeiro e março, foram vendidos 35.953 alojamentos, o que corresponde a uma quebra homóloga de 10,5%. [2, 13, 16] Esta tendência sugere que, embora menos casas estejam a ser comercializadas, os negócios são fechados por valores progressivamente mais altos, mantendo o mercado aquecido em termos de valorização.

Crescimento generalizado com assimetrias regionais

O aumento dos preços foi um fenómeno observado em todo o território nacional, com todas as 26 sub-regiões do país a registarem subidas homólogas. [2, 17] A região da Lezíria do Tejo destacou-se com o maior aumento, na ordem dos 30,4%. [2, 17] No entanto, os valores mais elevados por metro quadrado continuam concentrados nos grandes centros urbanos. Lisboa lidera como o município mais caro, com um preço mediano de 5.292 €/m², seguido por Cascais (5.000 €/m²) e Oeiras (4.511 €/m²). [2, 16]

A análise aos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes revela dinâmicas distintas. Em 11 destes concelhos, a subida de preços acelerou. Os maiores aumentos na taxa de variação homóloga ocorreram no Funchal e em Guimarães. [4, 16] Em contrapartida, Matosinhos registou a maior desaceleração no ritmo de crescimento dos preços. [4, 17]

Fontes

Conteúdo educativo e informativo. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento, fiscal ou jurídico, nem recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.

Luis Marques
Investidor há mais de 10 anos · Criador do HowToInvest

Investidor há mais de 10 anos. Crio e mantenho o HowToInvest para transformar uma década de experiência prática em educação clara e sem jargão — sem nada para vender. Tudo o que lês é ilustrativo e nunca aconselhamento.

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