Análise de mercado

Futuros do petróleo em queda na sessão asiática com alívio de tensões no Médio Oriente

Os contratos futuros do petróleo bruto registaram perdas significativas durante a sessão asiática desta sexta-feira, com os preços a aproximarem-se de níveis anteriores ao conflito no Médio Oriente, à medida que as preocupações com a oferta diminuem.

Futuros do petróleo em queda na sessão asiática com alívio de tensões no Médio Oriente

Os preços dos futuros do petróleo bruto caíram esta sexta-feira, 26 de junho de 2026, durante as negociações nos mercados asiáticos. A tendência de baixa reflete o crescente otimismo dos investidores em relação à normalização da oferta global, impulsionada pelos progressos nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que permitiram a reabertura do Estreito de Ormuz.

Na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (NYMEX), o contrato de futuros do West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto era negociado em torno dos 70,54 dólares por barril, uma queda de aproximadamente 1,92%. Outras fontes reportaram quedas mais acentuadas, com o WTI a ser negociado a 70,12 dólares, um recuo de 2,50%. O contrato de referência dos EUA chegou a atingir um mínimo de 68,91 dólares durante a sessão.

Da mesma forma, o petróleo Brent, referência para o mercado internacional, registou perdas. O contrato para entrega em setembro recuou cerca de 1,81%, para 74,13 dólares por barril na bolsa ICE. Outros dados de mercado indicavam uma cotação de 73,15 dólares, representando uma descida de 2,80%. A queda levou o Brent a níveis próximos dos praticados antes do início do conflito no Médio Oriente.

Fatores de pressão sobre os preços

O principal fator por detrás da queda dos preços é a diminuição do prémio de risco geopolítico. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz, uma via crucial por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, está a aliviar os receios de uma crise de abastecimento que dominou os mercados nos últimos meses. A intensificação do tráfego de petroleiros na região aponta para uma normalização dos fluxos do Golfo Pérsico para os mercados globais, especialmente na Ásia.

Esta perspetiva de aumento da oferta surge num momento em que se debate o futuro da procura. A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou recentemente para a possibilidade de um "excesso de oferta a emergir" já no próximo ano, prevendo que a oferta global possa superar a procura em 2027. Esta visão, no entanto, contrasta com a da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que rejeita a projeção de um excedente e mantém uma perspetiva de crescimento contínuo da procura.

A OPEP reviu em baixa a sua previsão para o crescimento da procura global em 2026, mas elevou a estimativa para 2027. Ao mesmo tempo, a procura por parte da China, o segundo maior consumidor mundial, tem mostrado sinais de abrandamento, o que contribui para a pressão sobre os preços.

Fontes

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Redação HowToInvest

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