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Economia e Bancos Centrais

Dívida Pública de Portugal Sobe para 92,9% do PIB no Segundo Trimestre

O rácio da dívida pública aumentou 1,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, marcando o segundo aumento trimestral consecutivo do indicador. Em termos absolutos, a dívida atingiu 293,9 mil milhões de euros.

Dívida Pública de Portugal Sobe para 92,9% do PIB no Segundo Trimestre

A dívida pública de Portugal, calculada na ótica de Maastricht, atingiu 92,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no final do segundo trimestre de 2026. Os dados, divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal, revelam um aumento de 1,9 pontos percentuais face aos 91% registados no final do primeiro trimestre do ano.

Em termos nominais, o valor da dívida das administrações públicas situou-se em 293,9 mil milhões de euros em junho, o que representa um aumento de 5,2 mil milhões de euros em comparação com o mês de maio.

Análise da Variação

De acordo com a nota informativa do banco central, a subida mensal da dívida deveu-se principalmente ao aumento das responsabilidades em títulos de dívida, que cresceram 4,7 mil milhões de euros, na sua maioria de longo prazo. Adicionalmente, verificou-se um incremento de 0,5 mil milhões de euros nas responsabilidades em depósitos, com destaque para a subida de 0,6 mil milhões de euros em Certificados de Aforro.

Em contrapartida, os ativos das administrações públicas em depósitos também registaram um aumento significativo de 6,6 mil milhões de euros em junho, totalizando 31,4 mil milhões. Ao deduzir estes depósitos, a chamada dívida pública líquida diminuiu 1,3 mil milhões de euros, fixando-se em 262,5 mil milhões de euros.

Contexto e Perspetivas

A dívida na "ótica de Maastricht" é a definição harmonizada utilizada para comparações entre os países da União Europeia e para a avaliação das contas públicas. Apesar da subida no trimestre, o valor de 92,9% permanece abaixo dos 96,5% registados no período homólogo de 2025. O valor de fecho de 2025 tinha sido de 89,7% do PIB.

Em reação aos dados, o Ministério das Finanças referiu que o aumento se deve a uma acumulação temporária de depósitos para fazer face a amortizações futuras, mantendo a previsão de reduzir o rácio da dívida para 87,5% do PIB até ao final de 2026.

Fontes

Conteúdo educativo e informativo. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento, fiscal ou jurídico, nem recomendação de compra ou venda de qualquer ativo.

Luis Marques
Investidor há mais de 10 anos · Criador do HowToInvest

Investidor há mais de 10 anos. Crio e mantenho o HowToInvest para transformar uma década de experiência prática em educação clara e sem jargão — sem nada para vender. Tudo o que lês é ilustrativo e nunca aconselhamento.

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