Análise de ações

Bolsas europeias fecham maioritariamente em baixa no início do semestre, com foco na inflação e nos bancos centrais

O primeiro dia de negociação de julho trouxe cautela aos mercados de ações europeus, que fecharam na sua maioria em terreno negativo. A atenção dos investidores esteve dividida entre a divulgação de dados económicos chave, como a inflação e o PMI industrial da Zona Euro, e os discursos dos líderes dos principais bancos centrais no Fórum do BCE em Sintra.

Bolsas europeias fecham maioritariamente em baixa no início do semestre, com foco na inflação e nos bancos centrais

As principais bolsas europeias encerraram o primeiro dia de negociação do segundo semestre, 1 de julho de 2026, com um desempenho maioritariamente negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 registou uma queda, refletindo a cautela dos investidores perante um dia marcado pela divulgação de importantes dados macroeconómicos e pela expectativa em torno do Fórum anual do Banco Central Europeu (BCE).

Entre os principais índices nacionais, o DAX de Frankfurt foi uma exceção, fechando com uma ligeira subida de 0,29%, para 25.069,11 pontos. Em contraste, o CAC 40 de Paris perdeu 0,79%, para 8.337,29 pontos, e o FTSE 100 de Londres recuou 0,18%, para 10.478,34 pontos. Quedas foram também registadas em Milão, com o FTSE MIB a ceder 0,15%, e em Madrid, onde o IBEX 35 caiu 0,30%.

Inflação abranda mas atividade industrial perde ritmo

Um dos principais focos do dia foi a estimativa preliminar da inflação na Zona Euro para o mês de junho. Segundo os dados da Eurostat, a taxa de inflação anual ao consumidor (CPI) abrandou para 2,8%, um valor inferior aos 3,2% registados em maio. Esta desaceleração, impulsionada em parte pela queda nos preços da energia, aproxima o valor da meta de 2% do BCE e foi atentamente analisada pelos mercados.

No setor industrial, os dados finais do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global mostraram uma ligeira perda de fôlego. O PMI industrial da Zona Euro recuou de 51,6 pontos em maio para 51,4 em junho. Apesar do valor se manter acima do limiar de 50, que separa crescimento de contração, indicou o ritmo de expansão mais lento dos últimos quatro meses.

Fórum de Sintra no centro das atenções

Para além dos indicadores económicos, as atenções estiveram voltadas para Sintra, em Portugal, onde decorre o Fórum do BCE sobre Banca Central. Os investidores aguardavam com expectativa os discursos de figuras proeminentes, incluindo a presidente do BCE, Christine Lagarde, e o recém-nomeado presidente da Reserva Federal dos EUA, Kevin Warsh. As suas declarações são vistas como cruciais para decifrar a direção futura da política monetária nas principais economias.

No seu discurso, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a Zona Euro não enfrenta um cenário de estagflação e que os riscos para a economia se encontram mais equilibrados. O mercado esteve também atento a desenvolvimentos geopolíticos, nomeadamente as negociações entre os Estados Unidos e o Irão, que influenciaram os preços do petróleo e adicionaram um elemento de incerteza.

Fontes

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Redação HowToInvest

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